>
Raul Ferrer
A
frente da Federação Norte-rio-grandense
de Basquete (FNB) desde 2004, quando assumiu o posto após
o falecimento do professor Carlão, Raul Rodrigues
Ferrer é um exemplo de obstinação
em prol do esporte. Iniciou sua trajetória como
nadador em Recife e chegou a competir pelo Náutico
nos campeonatos pernambucanos nas categorias mirim e infantil.
Raul ainda teve participação como jogador
de vôlei.
Em
1958 integrou a seleção norte-rio-grandense
de basquete e chegou a disputar jogos pelo extinto time
do Tirol. Teve também participação
jogando pela AABB e América. Em 1961 entrou para
a Marinha de Guerra para “conhecer o mundo” e
acabou sendo escalado para jogar basquete por motivo da
sua estatura privilegiada, que aos 15 anos já chegava
a 1,88m. Dentro das forças armadas passou a integrar
o time juvenil.
No
Rio de Janeiro, um dos locais onde prestou serviços
militares, atuou pelo Flamengo e América. Dentro
da Marinha participou de campeonatos mundiais das forças
armadas na Suécia, onde foi vice-campeão,
na Inglaterra, Dinamarca, EUA, Argentina e Uruguai. Fora
das quadras, concluiu a formação acadêmica
em Educação Física, curso em que colaborou
com o trabalho de técnico das forças armadas
anos mais tarde.
Como
dirigente, começou na tesouraria na Associação
Brasileira de Máster (ABM), atual Federação
Brasileira de Basquetebol Máster (FBBM). Em 1987,
fundou a Associação Veteranos Amigos do Basquete
(AVAB), onde foi tesoureiro durante nove anos. A entidade
acabou se espalhando por todo o Brasil e Ferrer chegou à presidência
da sede nacional e de Natal. Fundou ainda as federações
de basquete da Paraíba e do Ceará.
No
comando da Federação Norte-rio-grandense
de Basquete, realiza constantes competições
para manter os atletas potiguares bem ranqueados. Em 2007
foram 18 competições entre eventos masculinos
e femininos. Raul explica que a falta de incentivos por
parte do governo do estado e da própria prefeitura
dificultam a concretização das competições
que muitas vezes recebem recursos da Confederação
Brasileira de Basketball (CBB).
A solução para os problemas de falta de
quadras para o ensino do basquete foi a abertura das entidades
particulares. “A sorte é que os colégios
particulares cedem a quadra para que possamos treinar com
times que não tem estrutura. Não podemos
treinar no Machadinho e no Palácio dos Esportes
porque a situação é complicada”,
esclarece.
Raul
explica a importância do incentivo ao esporte
amador desde as categorias de base. “Não recebemos
apoio e tudo é difícil. Nós mesmos
acabamos correndo atrás dos patrocínios para
a produção de campeonatos. Devemos dar prioridade
aos atletas ainda pequenos para que possamos colher os
frutos no futuro. Essa é uma grande frustração
minha”, lamenta.
Dentre
as realizações de que participou,
destaca como uma das mais importantes a realização
do Campeonato Mundial Feminino de Basquete em 1997, no
Machadinho. Outra realização da FNB foi a
implantação da Copa Carlão, torneio
de abertura das competições realizadas pela
federação. Dos projetos atuais o presidente
cita a criação do Centro de Basquete Integrado
(CBI), idealizado pela CBB e efetivado pela FNB.
O projeto
consiste em um trabalho nacional de base com jovens carentes
de 10 a 15 anos, visando revelar futuros
talentos do esporte no estado. Cerca de 350 alunos são
beneficiados, dos quais 200 estão em Mossoró e
150 em Parnamirim. Há um plano para instalar ainda
em 2008 um complexo que abrigará um novo pólo
de ensino e prática do basquete em Natal e outro
em Guamaré, ainda sem data definida. |